Gente que a gente admira divide conosco pequenas lições sobre o uso do dinheiro.

Andréia Leonor de Oliveira: 'Sabia que tudo dependeria de mim'

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O convite para escrever este artigo veio logo depois de ter sido publicado em algumas mídias que eu participaria de uma palestra, que ocorreu no dia 14 de março, no curso "Conhecendo para Crescer - Planejamento Financeiro e Consumo Consciente", da Fundação Cafu em parceria com a Associação Brasileira das Empresas de Cartão e Serviços (Abecs). Sou imensamente grata a estas instituições e à editora do site As Poupadoras, Isaura, por estar aqui compartilhando um pouco de mim.

Sou a quarta filha da família numerosa que meus pais formaram. Na verdade, meu pai sempre dizia querer alcançar o seu pai, meu avô, e ter 22 filhos!!! Ainda bem que ele parou no quinto!!! Meu avô faleceu com 62 anos e minha avó aos 94!! E comigo ficaram muitas boas lembranças deles, inclusive a mensagem de que o amor e a união da família, por difícil que possa ser a vida, supera tudo (ou quase tudo). Já meus avós maternos eram de uma família bem reduzida, tiveram apenas três filhos, deixaram a mensagem de que tudo pode acontecer se acreditarmos em nós mesmos, que o dia de amanhã será melhor.

Eu sempre me interessei em saber a história da família e, mais do que tudo, conhecer a minha própria história, mesmo tendo que mexer no velho baú.

Nasci na cidade de São Paulo, no bairro do Planalto Paulista, e, por muito pouco, não nasci dentro de um ônibus. Meu pai estava na cidade do Rio de Janeiro a trabalho. Minha mãe, sozinha, deixou os outros três filhos pequenos com uma prima para seguir rumo à maternidade. Como ela sempre diz, o anjo dela tinha chegado para fazer a sua alegria de mais uma vez se tornar mãe. Daí já sabia, de forma inconsciente, que tudo dependeria de mim, que eu deveria dar o meu melhor sempre. Continuo acreditando nisso para que os meus sonhos se tornem realidade.

Venho de uma família que nunca falava sobre dinheiro, contudo, sempre nos divertíamos como podíamos. Assim como éramos alimentados com as doações dos familiares e vizinhos, moramos por muitos anos de favor.

Meu pai sempre teve dificuldades em lidar com dinheiro, gastava muito mais do que podia ou tinha, e, claro, nunca ou quase nunca, tinha dinheiro para pagar as contas.

Já minha mãe se virava mais do que nos trinta para que nós tivéssemos uma infância saudável. Por conta disso, dentro do possível fazia serviços domésticos nas casas vizinhas ou passava roupa em casa para elas, somando às suas tarefas diárias de cuidar dos próprios filhos.

Encurtando a história: vivendo e vendo todas as dificuldades da família e meus irmãos trabalhando, eu também queria fazer algo. Foi aos 14 anos que disse para minha mãe que iria para escola, mas fui procurar um emprego junto com minhas amigas dentro de um shopping de São Paulo, perto de casa. Assim comecei a trabalhar.

Aos 17 anos eu trabalhava numa empresa em horário integral e, na intenção de complementar a renda, fiz um curso (gratuito) de baby sitter (cuidadora de crianças), que rendeu um retorno financeiro que contribuiu para eu pagar a minha faculdade. Acredito que nascia ali meu espírito empreendedor, mesmo sem eu saber disso.

Aos 21 anos, fiz um curso de massoterapia (massagem corporal) para ajudar na renda, que também trouxe alguns bons frutos, bem como aflorou meu lado empreendedor.

Aos 33 anos concluí a minha faculdade de Psicologia, trabalhei no consultório por dois anos e acabei indo atuar no mundo organizacional, o que me trouxe muita bagagem e aprendizado, inclusive o de continuar a saber lidar com o dinheiro.

Já com os meus 41 anos, novamente veio à tona o meu lado empreendedor, quando, por circunstâncias da vida, retomei o atendimento na clínica, além de outros trabalhos de consultoria enquanto coach, e passei a dar cursos comportamentais. Vou me firmando a cada dia nesse mercado, por mais árduo que possa ser. Simplesmente AMO o que FAÇO.

Minha mãe é a pessoa na qual me inspiro diariamente e com quem aprendi a ter consciência da importância de poupar, de anotar tudo num caderno e saber para onde o dinheiro está indo. Desta forma paguei minha faculdade, fiz minha primeira viagem de avião, comprei meu primeiro carro, entre outros sonhos que foram se realizando. Tive sonhos e me planejei para realizá-los, sem que entrasse no vermelho no banco sequer uma vez!

A palestra que mencionei no início deste artigo, para a qual lembrei de um pouco de tudo isso que contei aqui, fez com que eu continuasse a nunca esquecer de olhar a minha história, de onde eu vim e quem me tornei hoje, o que fiz no meio do caminho que deu certo, para que cada vez mais eu faça o certo.

Se me permitem os seguintes conselhos:
• Honre e respeite sempre a própria história.
• Nada é impossível até que seja feito.
• Anote tudo, tudo, e lembre-se de se perguntar: Eu posso? Eu quero? Eu preciso?
• Pesquise e negocie sempre!
• Consumidor consciente nunca entra no vermelho.
• Poupe mesmo que seja a menor quantia ou que pareça ser muito.
• Sonhe, sonhe, organize-se, planeje-se, comemore e tenha novos sonhos!
• Dê o seu melhor a si própria(o).
• Acredite no seu potencial! Na música "Mais uma Vez" já dizia Renato Russo: "mas é claro que o sol vai voltar amanhã...escuridão já vi pior...quem acredita sempre alcança...quem acredita sempre alcança!"

Andréia Leonor de Oliveira é psicóloga, coach, instrutora e palestrante. Ela é idealizadora do site www.vocenalideranca.com.br, da Comunidade no Facebook Coaching de Salto Ato, coaching em grupo para mulheres, (https://www.facebook.com/coachingdesaltoalto) e do Coaching & Psicologia (https://www.facebook.com/CoachingPsicologia).

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